ORQUESTRA SINFÔNICA CESGRANRIO, SOB REGÊNCIA DO MAESTRO EDER PAOLOZZI, ESTREIA NO RIO COMPOSIÇÃO BRASILEIRA PREMIADA SALA CECÍLIA MEIRELES – 14 DE MAIO

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

 Eder Paolozzi regendo teatro

No dia 14 de maio, domingo, a Orquestra Sinfônica Cesgranrio (OSC) e o maestro Eder Paolozzi apresentam na Sala Cecília Meireles (série Orquestras Jovens), pela primeira vez no Rio, a composiçãoBrasília – vencedora do celebrado concurso de composição Camargo Guarnieri (2005). A obra, uma abertura sinfônica, é do compositor Mario Ferraro, doutor em Música pela City University (Londres).

O repertório também inclui a Sinfonia nº 7 (1812) de Beethoven (1770-1827), considerada por muitos críticos a melhor obra do compositor alemão por suas características de vanguarda como liberdade criativa e inovação harmônica. A estreia ocorreu em Viena (1813), em um concerto em benefício dos soldados da Batalha das Nações, e por este motivo é associada à alegria e celebração da vitória. Era uma das obras preferidas do maestro e compositor Richard Wagner, que a chamava de uma verdadeira “apoteose da dança”, pelas inúmeras referências rítmicas.

Eder Paolozzi  é o Concerto para Violino em ré menor (1903-1904), de Sibelius (1865-1957), o mais renomado compositor finlandês. Sua obra foi tão relevante que ele recebeu uma pensão vitalícia do governo para dedicar-se apenas à música. Passou a viver em Järvenpää, calma região florestal no norte de Helsinque, onde compôs o Concerto para violino em ré menor. A obra exige tanto apuro técnico que foi revisada em 1905, versão que teve sua estreia em Berlim sob regência do grande maestro alemão Richard Strauss. Para o concerto de domingo, a OSC selecionou o violinista Ângelo Martins, atualmente spalla da OSC. Angêlo que já foi vencedor do concurso jovens solistas, da Orquestra Experimental de Repertório de São Paulo, foi escolhido por meio de concurso interno da orquestra, que todo ano seleciona jovens solistas entre seus músicos.

Na Sinfônica Cesgranrio temos como objetivo valorizar tanto os jovens músicos brasileiros, dando oportunidades para que mostrem e desenvolvam seus talentos, quanto os compositores brasileiros contemporâneos, realizando exibições e encomendas de suas obras. A premiada obra do Mário Ferraro, tem agora sua estreia carioca, levando ao nosso público o que de melhor é produzido aqui. A abertura “Brasília” tem em seus contrastes dinâmicos, escritos de forma meticulosa, e em sua energia rítmica vibrante alguns de seus pontos fortes. Nesses aspectos, encontra uma bela ressonância na 7ª Sinfonia de Beethoven,” comenta o maestro Eder Paolozzi.

O Solista:

Ângelo Martins

Integra o naipe de violinos da Orquestra Sinfônica Brasileira e é spalla da Orquestra Sinfônica Cesgranrio. Dedica-se à pesquisa de música de câmara e já se apresentou em diversas salas de concerto do Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2014, foi premiado com nota máxima no Concurso Internacional de Composição de SofiaBulgária. Atualmente, cursa Composição na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Participou de eventos como o Festival Internacional de Campos do Jordão e o Festival Brasil-Alemanha DAAD. Teve masterclasses com prestigiados violinistas como Shlomo Mintz, Regis Pasquier, Lorenz Nazturica, Albretch Breunniger, Maxim Vengerov, Martin Beaver e Dmitry Berlinsky. Venceu o concurso Jovens Solistas da Orquestra Experimental de Repertório, em 2007. Já atuou em diversas orquestras no Brasil, tendo a oportunidade de trabalhar com ilustres personalidades da música de concerto como Nelson FreireAlbretch MayerIn Mo YangJames JuddMaria João PiresAntonio MenezesLinn HarrelStephan DohrSemyon BishkovRobert SpanoLorin MaazelFrederick ChaslinRainer Honeck e Claus Peter Flor.

O Compositor: (Brasília)

b Mario FerraroMario Ferraro 

Vencedor de vários prêmios de composição clássica, tais como o “Camargo Guarnieri” (2005), FUNARTE(2012, 2014), da  Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (2012), entre outros. Já criou três óperas de câmara: The Moonflower (Londres,2011), Ahaiyuta e o Comedor de Nuvens(Londres/Rio, 2013) e Medeia (2016) com música e texto de sua autoria – exibida pela primeira vez durante a I Primeira Bienal de Ópera Atual – BOA, no Rio de Janeiro, evento do qual foi o idealizador, curador e diretor artístico. Desde 2007, suas obras têm sido executadas por músicos da London Sinfonietta, da Royal Academy of Music, da Nieuw Ensemble de Amsterdam, do Bard College (EUA), do Quinteto Villa-Lobos, da OSUSP, etc. É Professor de Música do Colégio de Aplicação da UFRJ, desde 2003.

O Regente:

b Eder PaolozziEder Paolozzi 

Regente titular da Orquestra da Fundação Cesgranrio. Paulista, cresceu no Rio e tem formação e experiência internacional, é um dos principais protagonistas do cenário de renovação da música clássica do Rio. Premiado no Festival Musica Riva, na Itália (2013). Como maestro, atuou na Inglaterra e Itália, onde regeu a World Youth Orchestra, Orquestra Reino di Aragón, a Orchestra Giovanile Luigi Cherubini e Salzburg Philharmonic Orchestra. Formou-se em regência, composição e piano no Conservatório Giuseppe Verdi, em Milão, e, em violino, no Trinity College of Music, em Londres. No Brasil, estudou com o maestro Isaac Karabtchevsky e atuou como maestro convidado em algumas das principais orquestras do país, como Petrobrás Sinfônica, Sinfônica da Bahia, Sinfônica Heliópolis, Sinfônica do Recife e Porto Alegre. Entre os grandes solistas regidos por ele estão a violinista italiana Anna Tifu, o celista dinamarquês Kim Bak Dinitzen, o pianista russo Vadim Rudenko, o nosso Quinteto Villa-Lobos, o celista brasileiro Hugo Pilger e a harpista, também brasileira, Cristina Braga.

Orquestra Sinfônica Cesgranrio

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sociocultural da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil, a Fundação Cesgranrio criou a ORQUESTRA SINFÔNICA CESGRANRIO, um projeto que oferece formação musical e artística, proporciona o desenvolvimento pessoal e cria oportunidades de profissionalização para jovens músicos. O presidente da Fundação Cesgranrio, Carlos Alberto Serpa, ressalta que a Orquestra Sinfônica atua de maneira itinerante, apresentando-se para crianças, jovens e adultos de diferentes perfis e classes sociais em múltiplos espaços: “A criação desta Orquestra é um sonho antigo e uma necessidade cultural. A música é uma forma de levar cultura a todos os nossos jovens e queremos oferecer esta chance especialmente aos alunos de escolas públicas, que não têm essa oportunidade no dia a dia. Nós vamos levar a música, através do virtuose desta orquestra, a escolas, universidades, centros culturais e teatros. É mais uma contribuição que a Cesgranrio traz para a cultura do estado do Rio de Janeiro.”

Desta forma, a ORQUESTRA SINFÔNICA CESGRANRIO contribui para despertar o potencial artístico tanto dos músicos quanto das plateias.

Programa:

Mario Ferraro

Brasília – Abertura Sinfônica

Jean Sibelius

Concerto para violino em Ré Menor, Op. 47

 – Allegro moderato

– Allegro di molto

– Allegro ma non tanto

Ludwig van Beethoven

Sinfonia nº 7, em Lá Maior, Op. 92

– Poco sostenuto – Vivace

– Allegretto

– Presto assai meno presto

– Allegretto

Sala Cecília Meireles:

Data: 14 de Maio (domingo)

Horário: 11h

Ingresso: R$ 20,00

Endereço: Rua da Lapa, 47 – Lapa, Rio de Janeiro.

,
0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×